CeGuEiRa No corredor escuro entrei, sem a certeza da luz, ou a confiança do enxergar, ando em meio das paredes úmidas. Com a garganta seca, aperto no peito ainda ando sem saber o final, com esperança da luz ou da minha aceitação a escuridão. Entre suas cachaças e minhas magoas sinto falta da luz. Grita, grita meu nome pra eu seguir tua voz e no meio disso tudo meu corpo se aquecer no teu, grita, grita que me ama pra eu poder ter forças, grita, grita alguma coisa pra eu saber que ainda estamos vivos.
Escrito por tatiana.monte às 02h58
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Escrito por tatiana.monte às 02h58
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Escrito por tatiana.monte às 21h17
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ALÉM DOS ALÉNS Entre as frestas da janela de ferro e as de vidro, sonho com o céu lá de fora. Para uns Céu é um Buraco que não conseguiram fechar. Para outros é a imagem vendida de liberdade, para esses velhos escravos libertos que ainda vivem e respiram nessa terra: “Terra, uma bola suspensa que o homem pisa e não cai”. Caímos horas, dias meses, anos e séculos. E ainda eu, Escrava liberta estampada nos outdoors da Marginal, Paulista, estradas, ruas, Becos, no escadão das rosas, nas Vielas sem nome de uma periferia represada, reprimida, suja, liberta e escrava nas capas de projeto, livros e discursos. “Tudo aqui caminha, tudo aqui respira, Tudo aqui é uma bola suspensa que o homem pisa e não cai”. Tudo aqui é lama, terra molhada da chuva, madeira que apodrece com o suor do escravo, da geração pra vida, leis de viver foram estabelecidas, e estabelecidas foram vida, pessoas e famílias, estabelecidas na beira. Na beira da represa, na beira do buraco, na beira do mundo. Escravos na beira do mundo gritando por permanência, prudência e coerência. Entre todas as ocorrências gravadas e esquecidas, estamos a Beira. A beira dessa bola azul suspensa onde o homem pisa e não cai. E além dos aléns que ainda não enxergamos por estarmos com lama no rosto, e estampados na Paulista, Marginais, e Vielas, com as feridas expostas ao vento em editais e diários oficiais. Vamos levando a vida. Por que é como um dia eu escutei dizer: “Nascemo no Brasil. Dito assim é grande, mas não passa de uma lapa de légua arrudiando um açude de pedra e uns pouquinho de grama”. Tatiana Monte
Escrito por tatiana.monte às 20h46
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Nossos Cenários Correr na beira do mar e não conseguir molhar a cintura, frustra qualquer nadador. Gritar e não ser ouvido, abrir os braços e não ser abraçado....estar na espera, estar no canto, na espreita, estar!!!! Estar, aqui e agora pra você, pra nós!!! Esperar a dose de morfina dos seus braços pra amenizar a dor da vida, do mar, e não ser ouvida...... Em camas de motel a gente discute o por que da vida, política, filosofias ..... com espelho no teto revelando as nossas almas nuas .. é assim o nosso cenário hoje.. Cada discussão, cada lagrima, cada desabafo, cada desaforo.....trabalho, família, amigos, vizinhos..... Discussões invisíveis travamos um ao outro, machucado, ferida aberta..... Mas assim vamos construindo, nosso caminho, nossa trilha, nosso destino...cada tijolo sendo cimentado pelo carinho, olhar, prazeres, pele, cheiros e amor!! Que a nossa casa em abril possa estar pronta, pra começar uma outra etapa dessa construção.
Para o dono do telhado Tatiana Monte
Escrito por tatiana.monte às 20h35
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FOME Das certezas dos sentimentos que nascem as contradições. Do estar bem, nasce a possibilidade de ficar ruim. Furacão que passa na cabeça e derruba o corpo em crises de estômago, ânsias de dizer palavras e enjôos de não viver situações. Sempre assim, segundas e terceiras opções que me sobram pro banquete que me lambuzo. Sempre espero mais um pouco, e assim espero.....Espero... Cada final de semana temático, e eu no aguardo de um deles o tema ser EU .....Nós.... E assim vou vagando por ai, passando por outros banquetes e invejando jantares. TATIANA MONTE
Escrito por tatiana.monte às 00h48
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Quem é o Corredor¿? 09/11/2009 Correr, correr e mais, correr! Pra frente, com olhos retos e fixos na linha do horizonte. Correr, correr e mais, correr! Andar sem olhar os passos marcados no chão deixado pelo tempo Pra frente sempre, com olhos fixos na linha do horizonte. Quem é você que tanto corre??? Quem é você que tanto almeja o horizonte?? Corre, Corre de mim, dos dias e das horas, corre dos amigos e dos amores. Corre da família, do padeiro da tia do terreiro, dos orixás, corre, corre. Corre de você, corre pra você, corre por que ? Corre por quem??? Quem tanto ti segue pra correr fixo pro horizonte? De medo de desviar o foco do horizonte não sabe mais do que corre Os olhos perdem o sentido do real de tão fixos no horizonte que não sabe nem pra que corre. Corre, corre ...fixo....horizonte.......foco.....dos amores...amigos...... Espero que no seu caminho tropece em um pedra, caia e volte a enxergar .... A mim, os amigos, caminho, amores....... Tatiana Monte
Escrito por tatiana.monte às 13h58
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Um Silêncio entre nossas palavras Treinamento do corpo, corpo, presença ESTAR aqui e AGORA Olho no olho, cúmplices deste crime e daquele outro. Parceiro da vida. Pisamos em algumas partes do mundo juntos Caminhamos por muito tempo pela mesma estrada Em bolos pisamos, rimos e choramos Nós descobrimos juntos, no sexo, nas opções e nas futilidades. Juntos!!!Descobrimos o mar salgado e as cambalhotas na terra de Iemanjá Juntos !!! Descobrimos as falhas e os acertos, descobrimos preconceitos Levamos famas de amigos, amantes, amores, namorados, alma gêmeas, pessoas, atores, Humbalada, quase nunca Tatiana e Bruno foram ditos sem vírgulas, quase os mesmos, mesmo com tantas diferenças. Eu vim de um lugar, você de outro, porém em algum erro de tropeços caímos na mesma direção, e hoje por escolhas estamos assim Assim como¿, nem sei como estamos talvez nem estejamos!!! Fomento, grupo, teatro, namorado, Emias, e aulas, será que a vida conseguiu colocar vírgulas entre nós¿ Espero que essa dor seja somente do amadurecimento, que nossa amizade amadureça sempre, pra nos acompanhar por toda nossa vida, mas se sentir saudade da amizade criança, me chama, sempre estarei assim, pronta e disposta pra viver emoções e aventuras com o meu companheiro de guerra. E assim, é ou deveria!!! Por que no fundo, no fundo das coisas sempre terá uma Tatiana atrás de um Bruno, e um Bruno atrás de uma Tatiana Tatiana Monte
Escrito por tatiana.monte às 03h06
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Processos do Nosso Caminho Dentro dessa estradinha de terra, onde a neblina cobre meus olhos, Caminho! Andando por esse caminho pensando em mim, em você, nas pessoas e na gente, Caminho! Mesmo quando nessa estradinha o sol raia, a neblina cobre meus olhos, Caminho! Às vezes você esta ao meu lado, às vezes só em pensamentos, Caminho! A vontade de conseguir enxergar a frente é grande, mas a neblina me cega, Caminho! A sensação de sentir o processo e não conseguir enxergá-lo me causa frio, Caminho! Por isso uma vontade de teus braços quentes, pra me livrar do frio dessa caminhada. Ainda sim Caminho! Não espero você no final da estradinha! Ou dessa minha caminhada. Espero você do meu lado nesse processo!!! Amo-te como o calor dos teus braços! TATIANA MONTE
Escrito por tatiana.monte às 19h18
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Ligação com o Universo A alguns anos atrás, eu sentia a melhor sensação do mundo. Eu me lembro bem. O "Te amo"não era banalizado. As crianças iam à parques e não tinham problemas de visão, causados pelos videogames e computadores. Os casamentos duravam mais, ou pelo menos duravam. Biscoitos Fofy e Mirabel existiam. Meninas de 12 anos faziam sessão pipoca e brincavam de boneca, e não, saiam para pegar "geral" Tênis de luzinhas era o essencial. As pessoas se conheciam pessoalmentenão só vurtualmente. Fotos eram tiradas pra lembrar de um momento, não só pra colocar no orkut. Merthiolate ardia. Bonde era meio de transporte e bala era Juquinha ou 7 Bello, não perdida ou droga. Há Alguns anos, eu acho que eu era mais feliz. E na aula de teatro eu me sinto feliz como antigamente Vitória UMA ARTEIRA!! Grupo de teatro de sábado!!!
Escrito por tatiana.monte às 13h37
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SOL DE RECIFE Um abismo no meu pensamento. Aonde vou caindo Nas paredes desse abismo nomes, imagens e muitas sensações, vão passando. Sem mesmo haver uma ligação dessas imagens, elas me causam sensações, e risos e choros despertam. No fundo desse abismo algo me espera por isso me perco no tempo!! Cair com tudo ou devagar¿¿¿ tempo...tempo... E ao mesmo tempo desse turbilhão de coisas, ainda sim há uma imagem que se repete, repete e repete. Imagem tão real que sinto sua respiração, seu calor, sua barba, seus olhos, sua calma... E ao mesmo tempo em que uma paz me envolve, uma vontade de chegar ao fundo do abismo, pra sentir de novo...respiração, calor, olhos....poesia...sons... E uma mistura, de medos e calmas!!! Medo de ser ou não ser, medo das culpas e desculpas bobas, e confusões! E a calma de repousar em um sono em seus braços, de olhar no fundo dos olhos e me sentir acolhida E aqui acolhida das lembranças e da saudade, o sol de Recife brilha com mais vigor!! Tatiana Monte
Escrito por tatiana.monte às 01h29
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DELE de MIM Entramos nas portas do inferno juntos, conhecendo as fogueiras do outro!!! Agora que venha o Paraíso
Meia Noite Às vezes eu tenho a impressão de poder tudo! Faço poemas, escrevo teorias, interpreto peças, vou até a lua... Mas ao mesmo tempo quando olho pra rua, nas coberturas dos bares os mesmos homens sem lares, as mesmas feridas sociais incicatrizáveis. Percebo que tudo que eu queria era que aquele cara não mais passasse fome, mas isso que se resolve aparentemente tão facilmente, esse mal sem nome, esse grito estridente é o redemoinho demente do insustentável. Minha poesia não o tira da rua, minha teoria não resolve sua vida. Eu tenho que chegar meia noite em casa e quando passo na avenida, interpreto minha angústia, divagando sobre a questão mal resolvida. Faria muito mais, se não tivesse que chegar meia noite em casa! DANIEL FAGUNDES
Escrito por tatiana.monte às 15h03
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DENTRO DA BOLHA Respirar um ar programado! Engasgo-me com o ar natural das coisas. Tudo explicado por palavras e frases exatas, me perco com os gestos e movimentos Sentimentos pré sentidos, sensações repetidas, por medo de sentir outras e com outros... Ter vários para poder não ter ninguém Estar com muitas pessoas pra poder não estar comigo E se sempre procurando, o bendito sorriso que se esconde E no meio de tantas coisas, ainda sim existo E existindo, respirando, andando, voltando, rindo, chorando, sofrendo, apaixonando-se, e gostando, e não sabendo e sabendo Fiquei confusa! Feridas abertas e outras se abrindo, cicatrizes que viram charme! Escolhas e riscos, e riscos e escolhas E perguntas, e respostas que não existem E ainda sim confusa E na beira da crise, e ai vem crise, Crise Que gera um movimento e que gera um passo, Pausa Olho no olho, corpo com corpo, arrepio, suor, mãos... saudade....alegria boba. Andar de mãos dadas, dançar, tentar escrever, ouvir poesia no ouvido, se arrepiar... Suspiro To Viva Do meu mundo das idéias, materializado por mim
Escrito por tatiana.monte às 01h47
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ESCOLHAS DOS RISCOS Mudar o rumo, o caminho é uma escolha. Correr o risco de acertar ou errar, ainda sim !!! Uma escolha Correr sem olhar pro lado, escolha Sentir saudade do que não existe, uma escolha Sentir vontades do que existe, escolha Querer ouvir poesias no ouvido, é um risco Dançar com ele , ainda sim !!! um risco Beijar sem pensar no ontem, risco Querer beijar sem pensar no amanhã, um Risco Querer e querer, Risco Saber que o abismo existe, é um risco Querer se jogar, uma escolha Errar e acerta é um risco de escolha!! Tatiana Monte
Escrito por tatiana.monte às 00h41
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!!!!Eu convido você!!!
Eu Convido VOcÊ!!!! A Cia Humbala abre suas portas pra receber os seus “Vizinhos” dos bairros Primavera, Jd Colonial, Cidade Dutra, Grajaú, e todos os bairros que nos cercam!
Quando pensamos em vizinhos, logo vem na cabeça aquela pessoa que mora ao lado de nossas casas, da qual às vezes temos ou não intimidade e relações! Mais do que saber o nome, ou a idade. Queremos saber suas historias, que ao mesmo tempo reflete a minha, a tua a nossa! Estar aberto pra conhecer e aceitar o outro é uma atitude muito complicada, afinal o mundo em que vivemos parece que nos engole, e por isso se refugiar em nossas casas, com as nossas coisas e privacidades é muito BOM! Abrir a porta de casa pra um vizinho ou ate mesmo um parente distante é como se tivéssemos abrindo um caixinha nossa, onde colocamos nossas alegrias, angustias, tristezas e felicidades, e talvez o contato do outro com essa caixinha nossa seja um choque no começo... Afinal ninguém sabe como aquilo que contém na caixinha é importante pra mim! Talvez a primeira sensação de abrir as portas do Espaço Humbalada seja essa sensação! Tudo que esta lá conta uma história que pra nós foram muito bem escritas. Abrir essa caixinha pros vizinho no primeiro momento é sentir este tal choque!!!!! Convidá-los para escreverem junto da gente as próximas histórias que marcaram este espaço! É o nosso foco maior, não queremos 100 pessoas que freqüentam, fazem oficinas e vão embora, queremos que estes escrevam a partir de agora uma nova história, que contenha o que é demais importante TROCA, de experiências, inquietações, alegrias, revoltas, tristezas, alegrias e tudo mais que possamos trocar! E descartar idéia de que estamos ensinando cultura, ou qualquer coisa do tipo, por que não se ensina cultura!!!! Cultura a gente vive! E troca! Por isso peço a atenção de vocês : Se um dia receber o folheto ou cartaz das oficinas do Espaço, não pense em mais um espaço cultural que oferece curso, Pense maior! em um Espaço que permite uma troca sincera de vida e de cultura!
Escrito por tatiana.monte às 00h31
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