O Processo


 

FOME

 

 

Das certezas dos sentimentos que nascem as contradições.

Do estar bem, nasce a possibilidade de ficar ruim.

Furacão que passa na cabeça e derruba o corpo em crises de estômago, ânsias de dizer palavras e enjôos de não viver situações.

Sempre assim, segundas e terceiras opções que me sobram pro banquete que me lambuzo.

Sempre espero mais um pouco, e assim espero.....Espero...

Cada final de semana temático, e eu no aguardo de um deles o tema ser EU .....Nós....

E assim vou vagando por ai, passando por outros banquetes e invejando jantares.

 

TATIANA MONTE



Escrito por tatiana.monte às 00h48
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Quem é o Corredor¿?

09/11/2009

 

 

 

Correr, correr e mais, correr!

Pra frente, com olhos retos e fixos na linha do horizonte.

Correr, correr e mais, correr!

Andar sem olhar os passos marcados no chão deixado pelo tempo

Pra frente sempre, com olhos fixos na linha do horizonte.

 

Quem é você que tanto corre???

Quem é você que tanto almeja o horizonte??

 

Corre, Corre de mim, dos dias e das horas, corre dos amigos e dos amores.

Corre da família, do padeiro da tia do terreiro, dos orixás, corre, corre.

Corre de você, corre pra você, corre por que ? Corre por quem???

Quem tanto ti segue pra correr fixo pro horizonte?

 

De medo de desviar o foco do horizonte não sabe mais do que corre

Os olhos perdem o sentido do real de tão fixos no horizonte que não sabe nem pra que corre.

 

Corre, corre ...fixo....horizonte.......foco.....dos amores...amigos......

Espero que no seu caminho tropece em um pedra, caia e volte a enxergar ....

A mim, os amigos, caminho, amores.......

 

 

 

 

Tatiana Monte

 



Escrito por tatiana.monte às 13h58
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Um Silêncio entre nossas palavras

 

Treinamento do corpo, corpo, presença ESTAR aqui e AGORA

Olho no olho, cúmplices deste crime e daquele outro.

Parceiro da vida.

Pisamos em algumas partes do mundo juntos

Caminhamos por muito tempo pela mesma estrada

Em bolos pisamos, rimos e choramos

Nós descobrimos juntos, no sexo, nas opções e nas futilidades.

Juntos!!!Descobrimos o mar salgado e as cambalhotas na terra de Iemanjá

Juntos !!! Descobrimos as falhas e os acertos, descobrimos preconceitos

Levamos famas de amigos, amantes, amores, namorados, alma gêmeas, pessoas, atores, Humbalada, quase nunca Tatiana e Bruno foram ditos sem vírgulas, quase os mesmos, mesmo com tantas diferenças.

Eu vim de um lugar, você de outro, porém em algum erro de tropeços caímos na mesma direção,
e hoje por escolhas estamos assim

Assim como¿, nem sei como estamos talvez nem estejamos!!!

Fomento, grupo, teatro, namorado, Emias, e aulas, será que a vida conseguiu colocar vírgulas entre nós¿

Espero que essa dor seja somente do amadurecimento, que nossa amizade amadureça sempre,
pra nos acompanhar por toda nossa vida,

mas se sentir saudade da amizade criança, me chama, sempre estarei assim, pronta e disposta pra viver emoções
e aventuras com o meu companheiro de guerra.

E assim, é ou deveria!!!

Por que no fundo, no fundo das coisas sempre terá uma Tatiana atrás de um Bruno, e um Bruno atrás de uma Tatiana

 

Tatiana Monte



Escrito por tatiana.monte às 03h06
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Processos do Nosso Caminho

Dentro dessa estradinha de terra, onde a neblina cobre meus olhos, Caminho!

Andando por esse caminho pensando em mim, em você, nas pessoas e na gente,

 Caminho!

Mesmo quando nessa estradinha o sol raia, a neblina cobre meus olhos,

Caminho!

Às vezes você esta ao meu lado, às vezes só em pensamentos,

 Caminho!

A vontade de conseguir enxergar a frente é grande, mas a neblina me cega,  

Caminho!

A sensação de sentir o processo e não conseguir enxergá-lo me causa frio,

Caminho!

Por isso uma vontade de teus braços quentes, pra me livrar do frio dessa caminhada.

 Ainda sim Caminho!

Não espero você no final da estradinha! Ou dessa minha caminhada.

Espero você do meu lado nesse processo!!!

Amo-te como o calor dos teus braços!

TATIANA MONTE



Escrito por tatiana.monte às 19h18
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Ligação com o Universo

A alguns anos atrás, eu sentia a melhor sensação do mundo.

Eu me lembro bem. O "Te amo"não era banalizado.

As crianças iam à parques e não tinham problemas de visão, causados pelos videogames e computadores.

 Os casamentos duravam mais, ou pelo menos duravam.  Biscoitos Fofy e Mirabel existiam.

 

Meninas de 12 anos faziam sessão pipoca e brincavam de boneca, e não, saiam para pegar "geral"

Tênis de luzinhas era o essencial. As pessoas se conheciam pessoalmentenão só vurtualmente.

Fotos eram tiradas pra lembrar de um momento, não só pra colocar no orkut.

Merthiolate ardia.

Bonde era meio de transporte e  bala era Juquinha ou 7 Bello, não perdida ou droga.

Há Alguns anos, eu acho que eu era mais feliz.

E na aula de teatro eu me sinto feliz como antigamente

 

Vitória UMA ARTEIRA!!

Grupo de teatro de sábado!!!



Escrito por tatiana.monte às 13h37
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SOL DE RECIFE

 

Um abismo no meu pensamento. Aonde vou caindo

Nas paredes desse abismo nomes, imagens e muitas sensações, vão passando.

Sem mesmo haver uma ligação dessas imagens, elas me causam sensações, e risos e choros despertam.

No fundo desse abismo algo me espera por isso me perco no tempo!! Cair com tudo ou devagar¿¿¿ tempo...tempo...

E ao mesmo tempo desse turbilhão de coisas, ainda sim há uma imagem que se repete, repete e repete.

Imagem tão real que sinto sua respiração, seu calor, sua barba, seus olhos, sua calma...

E ao mesmo tempo em que uma paz me envolve, uma vontade de chegar ao fundo do abismo, pra sentir de novo...respiração, calor, olhos....poesia...sons...

E uma mistura, de medos e calmas!!!
Medo de ser ou não ser, medo das culpas e desculpas bobas, e confusões!

E a calma de repousar em um sono em seus braços, de olhar no fundo dos olhos e me sentir acolhida

E aqui acolhida das lembranças e da saudade, o sol de Recife brilha com mais vigor!!

 

 

Tatiana Monte



Escrito por tatiana.monte às 01h29
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DELE de MIM

Entramos nas portas do inferno juntos, conhecendo as fogueiras do outro!!! Agora que venha o Paraíso

Meia Noite

 

Às vezes eu tenho a impressão de poder tudo!
Faço poemas, escrevo teorias, interpreto peças, vou até a lua...
Mas ao mesmo tempo quando olho pra rua, nas coberturas dos bares
os mesmos homens sem lares,
as mesmas feridas sociais incicatrizáveis.
Percebo que tudo que eu queria
era que aquele cara não mais passasse fome,
mas isso que se resolve aparentemente tão facilmente,
esse mal sem nome, esse grito estridente
é o redemoinho demente do insustentável.
Minha poesia não o tira da rua, minha teoria não resolve sua vida.
Eu tenho que chegar meia noite em casa
e quando passo na avenida, interpreto minha angústia,
divagando sobre a questão mal resolvida.
Faria muito mais, se não tivesse que chegar meia noite em casa!

 

DANIEL FAGUNDES

 



Escrito por tatiana.monte às 15h03
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DENTRO DA BOLHA

Respirar um ar programado! Engasgo-me com o ar natural das coisas.

Tudo explicado por palavras e frases exatas, me perco com os gestos e movimentos

Sentimentos pré sentidos, sensações repetidas, por medo de sentir outras e com outros...

Ter vários para poder não ter ninguém

Estar com muitas pessoas pra poder não estar comigo

E se sempre procurando, o bendito sorriso que se esconde

E no meio de tantas coisas, ainda sim existo

E existindo, respirando, andando, voltando, rindo, chorando, sofrendo, apaixonando-se, e gostando, e não sabendo e sabendo

Fiquei confusa!

Feridas abertas e outras se abrindo, cicatrizes que viram charme!

Escolhas e riscos, e riscos e escolhas

E perguntas, e respostas que não existem

E ainda sim confusa

E na beira da crise, e ai vem crise, Crise

Que gera um movimento e que gera um passo,

Pausa

Olho no olho, corpo com corpo, arrepio, suor, mãos... saudade....alegria boba.

Andar de mãos dadas, dançar, tentar escrever, ouvir poesia no ouvido, se arrepiar...

Suspiro

To Viva

 

Do meu mundo das idéias, materializado por mim



Escrito por tatiana.monte às 01h47
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ESCOLHAS DOS RISCOS

 

Mudar o rumo, o caminho é uma escolha.

Correr o risco de acertar ou errar, ainda sim !!! Uma escolha

Correr sem olhar pro lado, escolha

Sentir saudade do que não existe, uma escolha

Sentir vontades do que existe, escolha

 

Querer ouvir poesias no ouvido, é um risco

Dançar com ele , ainda sim !!! um risco

Beijar sem pensar no ontem,  risco

Querer beijar sem pensar no amanhã, um  Risco

Querer e querer, Risco

Saber que o abismo existe, é um risco

Querer se jogar, uma escolha

Errar e acerta é um risco de escolha!!

Tatiana Monte



Escrito por tatiana.monte às 00h41
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!!!!Eu convido você!!!

 Eu Convido VOcÊ!!!!

 

 
  
A Cia Humbala abre suas portas pra receber os seus “Vizinhos”
dos bairros Primavera, Jd Colonial, Cidade Dutra, Grajaú, e todos os bairros que nos cercam!

Quando pensamos em vizinhos, logo vem na cabeça aquela pessoa que mora
ao lado de nossas casas, da qual às vezes temos ou não intimidade e relações!

  Mais do que saber o nome, ou a idade. Queremos saber suas historias, que ao mesmo
tempo reflete a minha, a tua a nossa!

   Estar aberto pra conhecer e aceitar o outro é uma atitude muito complicada, afinal
o mundo em que vivemos parece que nos engole, e por isso se refugiar em nossas casas,
com as nossas coisas e privacidades é muito BOM! Abrir a porta de casa pra um vizinho
ou ate mesmo um parente distante é como
se tivéssemos abrindo um caixinha nossa, onde colocamos nossas alegrias, angustias,
tristezas e felicidades, e talvez o contato do outro com essa caixinha nossa seja um
choque no começo... Afinal ninguém sabe como aquilo que contém na caixinha é importante pra mim!

    Talvez a primeira sensação de abrir as portas do Espaço Humbalada seja essa sensação!
Tudo que esta lá conta uma história que pra nós foram muito bem escritas.

Abrir essa caixinha pros vizinho no primeiro momento é sentir este tal choque!!!!!

Convidá-los para escreverem junto da gente as próximas histórias que marcaram este espaço!
É o nosso foco maior, não queremos 100 pessoas que freqüentam, fazem oficinas e vão embora,
queremos que estes escrevam a partir de agora uma nova história, que contenha o que é
demais importante TROCA, de experiências, inquietações, alegrias, revoltas, tristezas,
alegrias e tudo mais que possamos trocar!

E descartar idéia de que estamos ensinando cultura, ou qualquer coisa do tipo, por que não se ensina cultura!!!! Cultura a gente vive! E troca!

 

 

Por isso peço a atenção de vocês :
   Se um dia receber o folheto ou cartaz das oficinas do Espaço, não pense em mais um
espaço cultural que oferece curso, Pense maior! em um Espaço que permite uma troca sincera
de vida e de cultura!

 

 

 

 

 



Escrito por tatiana.monte às 00h31
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Inquietações: aulas de teatro

 

AULAS

 

"oh Tia a gente pode......"

 

 

 

Dar-lhe com essas perguntas é um cotidiano que me cerca uma vez por semana, em 50 minutos todas as terças feiras.

Aula extra de teatro, aula aquela que não faz parte da grade curricular da escola, ou seja, não existe
um acompanhamento pedagógico, não é um projeto vinculado à estrutura da escola.

Se eu der aula de teatro tudo bem, mas se eu der aula de como quebrar um vidro tudo bem também, por que o que
importa é que a hora de intervalo de um período a outro as crianças estão bem ocupadas, e não estão subindo no teto ou
correndo entre os corredores da escola.

Um sistema fechado da qual estimula a criança me chamar de tia a todo instante, ter uma dependência sentimental
e física, da qual me limita em alguns momentos com alguns jogos, exercícios.

Como propor um jogo, do qual a criança precisa ser dependente como criança, sendo que elas estão
condicionadas a uma posição de “caixas receptoras”, estão lá pra aprender, são frágeis, coitadinhas e inferiores
aqueles “mestres” que estão ali pra DEPOSITAR todo conhecimento.

Como desenvolver um projeto bacana, que me alimente e que seja prazeroso pra mim e pra elas?

Como despertar alguma coisa em um sistema condicionado a não se perguntar nada.

Pois é esta situação que me ronda hoje.

Por um lado, hoje tive uma reunião pedagógica com os artistas orientadores do núcleo de
oficinas do Espaço Cultural Humbalada, onde discutimos quais seriam os eixos condutores deste
projeto, quais seriam os caminhos que poderíamos tomar, pra não cair nos “velhos oficineros”, que 
quando as oficinas acabam acaba tudo também.
Como receber essas pessoas, jovens, crianças em nosso espaço, como trocar o que a gente “sabe”
com que eles sabem, e sermos sinceros nessa troca. COMO PROPOR E NÃO IMPOR.

 

Estou entre dois projetos completamente diferentes, um que me da vida outro que me da
Sobrevivência no sentido de ser algo em função financeira, e também nem tanto é dinheiro assim.

Desistir de dar aula neste projeto, nessa escola que não esta rolando uma troca, seria covardia?

Eu, mas eu estou sendo mais covarde comigo mesma, estando  em um lugar onde só por HOJE não
posso acrescentar, mudar, propor ser EU – Artista como sou, tenho que me ocultar por trás de roupas e pastas

e sorrisos que não me pertence.

            “SI” eu ficar lá por um motivo somente, não vou deixar de plantar minha semente de inquietações naquelas

crianças, mesmo que eu n “ensine” teatro, mas esta feito! Se elas começarem a me chamar de Tatiana ou

de professora. Afinal de contas, tirando as paredes e a instituição depois de 30 minutos de aquecimento,

elas alcançam um estado que diferente de quando elas entram na sala, e a partir daquele estado sinto
que a “terra esta pronta pra ser colocada uma semente”, e eu e elas vamos regando uma vez por semana,
e quem sabe vai nascer uma plantinha algum dia.

 

Mas mesmo assim!

Ainda estou confusa, triste por um lado, e angustiada!

Vou tentar mais uma vez.

 

Hoje um amigo, coordenador das oficinas do espaço me disse “temos que ir até o nosso limite”, quem sabe
tenho que beber mais pra depois tentar de novo.



Escrito por tatiana.monte às 01h22
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BORA FAZER TEATRO

 

TATIANA MONTE



Escrito por tatiana.monte às 00h45
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Reforma

Terça-feira, feriado, lá estávamos nós as nove da manhã, em plena energia pra terminar a reforma inacabável...

E pinta divisórias, e pinta a pilastra, qual será a cor da porta do banheiro? PRETO OU LARANJA?,bom pinta as duas cores....e assim, foi foi foi....e limpeza, e a cozinha surge no meio daquilo tudo, o estoque começa  ganhar corpo e cara, o escritório começa a surgir timidamente, dividindo o lugar do sagrado colocando a bendita cortina, e assim o espaço cultural humbalada começa a nasce de novo, amplo, arejado, bonito aos olhos.

A reforma não acabo, porém começo a enxergar seu final.

Imagens

E assim vamos, limpando, quebrando, colocando massa corrida nos buracos, lixando e pintando....e bora que essa reforma esta acabando.

TATIANA MONTE

 

 

 

 

 




Escrito por tatiana.monte às 00h10
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REFORMA

                Em época de poeira, nuvens de serragem, barulhos gritantes de furaderas e rebite

                Este é o cenário do qual atuamos.

Cinco atores, uns com muita testosterona outros com, quase nenhuma, obvio que brigas e discussões gostosas que sempre

acabam em um grito de um e o riso de todos.

Pois bem o treinamento agora é diferente, é mais pesado, e bota pesado nisso, pois segurar aquelas divisórias não resta

 esmalte nas unhas, e nem perfumes no corpo, o cheiro que exala é outro, desagradável talvez para a maioria, mas é esse

cheiro, resultado do trabalho braçal, do cérebro

pegando fogo, por que não se sabe se é 0,80 cm ou 0,90, e ai começa tudo de novo, vamos medir pra confirmar....

            Tati deixa que eu termino de montar o gabinete da pia, afinal agora precisa de força e jeito.....

               UM GRITO ESCUTAMOS

            Digo você furo demais, olha quebro

Testosterona demais.....

             E é nesse espaço e tempo que me encontro hoje, talvez não pegando tanto no pesado pela falta de força nos
braços mesmo.....
           
 Mas sempre estou lá, trocando a broca da furadeira, ou pegando arrebites, ou até mesmo varrendo ou alegrando

aqueles que trabalha ou atrapalhando ....rs

 Estamos em caminho para finalizar, uma reforma....

REFORMA

            De espaço físico, espaço filosófico, ideais, ações, projetos, pensamentos, coletivo, grupo HUMBALADA.

E vamos trabalhando, pois ninguém disse que ia ser fácil, mas alguém disse que ia ser gostoso demais.

Talvez em pontos da nossa vida, precisamos apertar o botão vermelho da reforma, a reforma não esta atrelada à demolição, e sim ao

resgate do que é bom, e o esquecimento daquilo que tinha que passar e passou, é momento de pintar de branco algumas partes

da parede para que outras cores possam aparecer, e esvaziar o copo para podermos encher de novo.

FICO por aqui e por ali, mas fico....

 IMAGENS



        

31-03-2009

 

 

       

 08/04/2009


    

 15/04/2009

 


 

TATIANA MONTE

 

 

 




Escrito por tatiana.monte às 03h31
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Atriz do meu próprio drama

 

      Em um dia a gente acorda com sensação do acolhimento, dos braços quentes, brancos, das mãos macias, da boca rosada, do sorriso largo, do cheiro gostoso, do frescor do corpo. Acorda feliz.

      O tempo passa, o acolhimento vai ficando maduro, os braços passam ser mornos, a pele já parece estar rosada do sol, as mãos começam a ter calos, a boca passa ser esbranquiçada, o sorriso passa ser menor, o cheiro passa ser forte, o corpo já não aprece tão fresco.

      Aquela sensação do acolhimento permanece na mente e no corpo,

buscando dentro do outro essas ações, sensações, prazeres, sorrisos...

E a única resposta é o vazio, é saudade daquele que esta ao lado.

      Desespero angustia, nó na garganta.

      Busco em outro braço o que  falta com o desejo de cobrir o

vazio, para que assim possa me acostumar com a idéia do meu acolhedor.

      E assim vou ‘vampirizando’ sensações, ações e cobrindo um espaço que

estava vazio, quando retorno pra casa, me jogoo nos velhos braços, o amando e

não mais culpando-o, por que já foi saciada.

      E o tempo vai passando e a fantasia de amar alguém vai crescendo, se tornando

uma mentira confortante, por que só de pensar em não ter mais a presença do meu

acolhedor, dos braços que não importa como estão, importa que ele são meus, a boca

dele é minha, ele é meu.

      A situação vai se agravando ao decorrer do tempo.

Desespero

 

Desespero

 

      Nó na garganta, a lagrima que desce se congela no meio do percurso, e o amor

vai virando uma vazio maior, e maior, parecendo um abismo sem volta.

     O homem que eu amei, não existe mais, mesmo que sua matéria exista,

as sensações, emoções desejos, gozos, sorrisos, morreram.

Sensação de ‘apagar’ de acabar.

Falta

 

Consolo

 

Lamento

 

Amei? Amo?

Ou tudo isso não passou de tentativas de amar?

 

Senti, vivi, gozei, gostei...amei

 

 

 

Tatiana Monte

 



 

 

 

 



Escrito por tatiana.monte às 03h03
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, GRAJAU, Mulher, de 20 a 25 anos
Outro - tatiana.monte@uol.com.br



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